A partir de setembro de 2026, as empresas optantes pelo Simples Nacional em todo o Brasil, incluindo Mato Grosso, serão obrigadas a emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) exclusivamente pelo padrão nacional, conforme determina a Reforma Tributária (EC 132/2023) e a Lei Complementar 214/2025. Esta mudança unifica as regras de emissão, que atualmente variam entre os mais de 5.500 municípios brasileiros, e visa simplificar o cumprimento das obrigações acessórias, mas exige adaptação tecnológica e operacional imediata por parte dos contribuintes.
Entendendo o Cenário: O Novo Padrão Nacional de NFS-e
A unificação da NFS-e é um dos pilares operacionais da Reforma Tributária, que substituirá gradualmente o atual sistema de tributos sobre o consumo (ICMS, ISS, PIS, COFINS, IPI) pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Para as empresas do Simples Nacional, a mudança na emissão de NFS-e representa a primeira grande adaptação prática ao novo regime fiscal.
De acordo com a Resolução CGSN nº 178/2025 e o Ato Declaratório Executivo nº 1/2025 da Receita Federal, o cronograma de implementação é o seguinte:
- Setembro de 2026 (Prazo Final): Todas as empresas do Simples Nacional, independentemente do município de atuação, deverão emitir NFS-e exclusivamente pelo Padrão Nacional de NFS-e, disponível no portal Gov.br NFS-e ou via integração de sistemas (API).
- Fase de Transição (2024-2026): Os municípios que já adotam sistemas próprios de NFS-e (como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop) deverão migrar seus contribuintes para o padrão nacional, podendo atuar como “ambiente de transição” ou “ambiente de contingência”.
- Pós-2026: A emissão de NFS-e pelo padrão municipal será descontinuada para o Simples Nacional, restando apenas o padrão nacional como obrigatório.
É importante destacar que a mudança não altera a apuração do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) imediatamente, mas cria a base para a futura cobrança do IBS/CBS, que substituirá o ISS e o ICMS a partir de 2033 (com período de teste entre 2026 e 2032).
Cronograma Comparativo: Padrão Nacional vs. Padrão Municipal
A tabela abaixo detalha as principais diferenças e prazos para os contribuintes do Simples Nacional em Mato Grosso:
| Aspecto | Padrão Municipal (Atual) | Padrão Nacional (A partir de Set/2026) |
|---|---|---|
| Regras de Emissão | Variam por município (ex: Cuiabá exige NFS-e para serviços acima de R$ 500; Sinop para todos os serviços) | Únicas para todo o Brasil, independentemente do município de prestação |
| Alíquotas de ISS | De 2% a 5%, conforme legislação municipal (ex: Cuiabá 2% para serviços de informática; Rondonópolis 3% para transporte) | Alíquota de referência do ISS será unificada para 2% (parte do IBS), mas o cálculo ainda será feito pelo sistema do Simples Nacional até 2032 |
| Integração com ERP | Cada município possui sua própria API (ex: Cuiabá usa webservice próprio; Várzea Grande utiliza sistema da Fiorilli) | API única nacional, padronizada pela Receita Federal, simplificando a integração técnica |
| Armazenamento | Arquivos XML armazenados nos servidores municipais, com risco de perda em caso de falhas | Armazenamento centralizado no Ambiente Nacional (AN), com maior segurança e disponibilidade |
| Prazo de Adaptação | Já em operação, mas sujeito a mudanças unilaterais pelas prefeituras | Obrigatório a partir de setembro de 2026; empresas que não migrarem ficam impedidas de emitir notas |
Para os empresários de Mato Grosso, a principal diferença prática será a necessidade de reconfigurar os sistemas de emissão fiscal. Atualmente, um supermercado em Cuiabá que presta serviços de entrega (frete) emite NFS-e pelo sistema da prefeitura. A partir de 2026, essa emissão deverá ser feita pelo portal nacional, o que exige que o [sistema de gestão](/sobre) (ERP) esteja preparado para se comunicar com a nova API.
O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso
A mudança no padrão de emissão de NFS-e terá impactos concretos na rotina das empresas mato-grossenses, especialmente nos setores atendidos pela [MAXDATA](/), como supermercados, farmácias, lojas de materiais de construção e transportadoras. Abaixo, detalhamos os principais pontos de atenção:
1. Risco de Interrupção na Emissão de Notas
Empresas que não se prepararem a tempo correm o risco de ficar impossibilitadas de emitir NFS-e a partir de setembro de 2026. Isso afeta diretamente a prestação de serviços, como:
- Supermercados e Minimercados: Serviços de entrega (delivery) e taxas de serviço de empacotamento.
- Farmácias e Pet Shops: Serviços de aplicação de medicamentos, banho e tosa, e consultas veterinárias.
- Transportadoras e Distribuidoras: Fretes e serviços de logística, que hoje emitem NFS-e municipal.
- Lojas de Materiais de Construção: Serviços de montagem, instalação e transporte de materiais.
2. Impacto no Fluxo de Caixa e Margem Líquida
Embora a alíquota do ISS não mude imediatamente, a unificação das regras pode trazer mudanças indiretas:
- Retenção de ISS: Com o padrão nacional, a retenção na fonte (quando o tomador do serviço retém o ISS) será mais padronizada, reduzindo erros de cálculo que hoje geram multas ou créditos indevidos.
- Créditos Tributários: A partir de 2026, as empresas do Simples Nacional poderão acumular créditos de IBS/CBS nas aquisições de insumos, o que exigirá um controle mais rigoroso das notas fiscais de entrada e saída.
- Custo de Adaptação: A migração para o novo sistema pode gerar custos com consultoria contábil e atualização de software, que devem ser previstos no orçamento de 2025-2026.
3. Desafios para Empresas com Múltiplas Filiais
Empresas que atuam em mais de um município (ex: uma distribuidora com filiais em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis) hoje precisam lidar com regras diferentes de emissão de NFS-e em cada cidade. Com o padrão nacional, a gestão será unificada, mas a migração simultânea de todas as filiais exigirá planejamento:
- Homologação Técnica: Cada filial precisará ser cadastrada no ambiente nacional, com certificados digitais específicos.
- Treinamento de Equipe: Os operadores de [frente de caixa](/glossario/frente-de-caixa) e administrativo precisarão aprender a emitir notas pelo novo sistema.
Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager
A adaptação ao novo padrão nacional de NFS-e exige mais do que apenas cadastro no portal governamental. É necessário que o sistema de gestão da empresa esteja preparado para automatizar o processo, evitando retrabalho e erros manuais. O ERP Max Manager, da MAXDATA, oferece funcionalidades específicas para atender a essa demanda:
1. Integração Automática com a API Nacional de NFS-e
O Max Manager já está sendo atualizado para se comunicar diretamente com o Ambiente Nacional de NFS-e, permitindo que a emissão seja feita diretamente do sistema, sem necessidade de digitação manual no portal. Isso é especialmente importante para empresas com alto volume de serviços, como:
- Transportadoras: Emissão de NFS-e para cada frete realizado, com integração direta com o módulo de gestão de frotas.
- Farmácias e Pet Shops: Emissão automática de NFS-e no fechamento do caixa (PDV), via módulo MaxBip, que funciona offline e sincroniza os dados posteriormente.
2. Parametrização Automática de Alíquotas de IBS/CBS
Embora a cobrança efetiva do IBS/CBS para o Simples Nacional só ocorra a partir de 2033, o sistema já está preparado para calcular os créditos presumidos que começarão a valer em 2027. O Max Manager permite:
- Configuração de alíquotas por NCM/Serviço: O sistema identifica automaticamente a alíquota de referência do serviço prestado, com base na lista de serviços da Lei Complementar 116/2003, atualizada pela Reforma.
- Geração de relatórios de DRE ajustados: O empresário pode visualizar o impacto do novo regime na margem líquida, comparando o cenário atual (Simples Nacional) com o futuro (IBS/CBS).
3. Conciliação Integrada de Pix e Cartões no PDV Offline MaxBip
Para empresas que prestam serviços no balcão (como pet shops e farmácias), a emissão da NFS-e no momento da venda é crucial. O MaxBip, sistema de PDV offline da MAXDATA, permite:
- Emissão de NFS-e mesmo sem internet: O sistema armazena as notas em fila e as transmite automaticamente quando a conexão é restabelecida.
- Conciliação automática: Os valores de NFS-e emitidas são conciliados com os recebimentos de Pix e cartão, reduzindo divergências que geram multas fiscais.
4. Atualização Fiscal Automática
O Max Manager conta com um módulo de atualização fiscal que baixa automaticamente as novas regras de emissão de NFS-e, alíquotas e prazos, garantindo que o sistema esteja sempre em conformidade com a legislação. Isso é essencial para evitar surpresas com a fiscalização da SEFAZ-MT.
“A migração para o padrão nacional de NFS-e é uma oportunidade para as empresas revisarem seus processos fiscais e adotarem sistemas que automatizem a emissão e a conciliação. O ERP Max Manager foi projetado para reduzir a burocracia e aumentar a precisão dos dados enviados ao fisco.” — Equipe Técnica MAXDATA
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Nova NFS-e do Simples Nacional
1. Minha empresa é do Simples Nacional e hoje emite NFS-e pelo sistema da prefeitura de Cuiabá. Preciso fazer alguma coisa agora?
Resposta: Sim. Recomenda-se que você entre em contato com seu contador e com o suporte do seu sistema de gestão para verificar se o ERP já está homologado para o ambiente nacional de NFS-e. Embora o prazo final seja setembro de 2026, a homologação técnica pode levar meses. Além disso, a partir de 2025, muitos municípios começarão a desativar seus sistemas próprios, então é melhor se antecipar.
2. A mudança na emissão de NFS-e altera o valor do meu DAS (Simples Nacional)?
Resposta: Não imediatamente. O DAS continuará sendo calculado com base nas regras atuais do

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