A Associação Brasileira de Estudos Tributários (ABRAEC) protocolou nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação no âmbito da Reforma Tributária, alertando para distorções no Regime de Tributação Simplificada. Para empresários de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis que dependem de insumos ou produtos importados, essa discussão pode significar aumento de custos, redução de margem e necessidade de reestruturação fiscal imediata.
Entendendo o Cenário: A Nota Técnica da ABRAEC e a Reforma Tributária
A Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e em fase de regulamentação, propõe a unificação de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) federal e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) estadual/municipal. No entanto, a ABRAEC identificou um ponto crítico: a manutenção do Imposto de Importação (II) como tributo extrafiscal, fora da base de cálculo do novo IVA, pode gerar bitributação e onerar excessivamente produtos importados que já são tributados pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS).
De acordo com a nota técnica divulgada em , a associação argumenta que a alíquota do Imposto de Importação, atualmente variável conforme o produto (de 0% a 35%), não foi ajustada para considerar a nova sistemática do IBS/CBS. Isso significa que um produto importado por uma distribuidora em Sinop, por exemplo, pagará o II na entrada, mais o IBS/CBS na comercialização, elevando o custo final em até 12% a 15% em setores como autopeças, equipamentos eletrônicos e insumos para agronegócio.
A nota técnica também destaca que o Regime de Tributação Simplificada, voltado para pequenos importadores, pode perder atratividade. Atualmente, o RTS unifica tributos federais em uma alíquota única, mas com a Reforma, a CBS e o IBS serão cobrados separadamente, exigindo apuração mensal mais complexa. A ABRAEC pede que o II seja incluído na base de cálculo do RTS para evitar aumento de burocracia e custos para micro e pequenas empresas de setores como pet shops e lojas de autopeças em Várzea Grande.
Comparativo de Alíquotas e Impactos Setoriais
A tabela a seguir ilustra o cenário atual e projetado para diferentes setores atendidos pela [MAXDATA](/) em Mato Grosso, considerando a revisão do Imposto de Importação e a implementação do IBS/CBS.
| Setor | Produto Importado Típico | Alíquota Atual do II | Carga Tributária Total Atual (II + PIS/Cofins + ICMS) | Carga Projetada com IBS/CBS (sem revisão do II) | Impacto na Margem Líquida (Projeção) |
|---|---|---|---|---|---|
| Autopeças | Peças de suspensão e motor (China) | 18% | 38% | 45% | Redução de 3% a 5% |
| Agronegócio | Fertilizantes e defensivos (EUA) | 0% a 8% | 12% | 18% | Redução de 2% a 4% |
| Pet Shops | Acessórios e brinquedos (Ásia) | 20% | 42% | 50% | Redução de 4% a 6% |
| Farmácias | Medicamentos e insumos (Índia) | 12% | 28% | 34% | Redução de 2% a 3% |
Os dados mostram que, sem a revisão das alíquotas de importação, setores como autopeças e pet shops, comuns em Cuiabá e Rondonópolis, podem sofrer compressão de margem significativa. Para distribuidoras em Sinop, que atuam como intermediárias, o repasse de custos ao varejo pode reduzir a competitividade frente a produtos nacionais.
O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso
Para empresários de Mato Grosso, a discussão sobre a revisão do Imposto de Importação não é apenas técnica, mas prática. Uma loja de materiais de construção em Várzea Grande que importa ferramentas elétricas diretamente da China, por exemplo, verá o custo de aquisição aumentar em até 7% com a nova carga do IBS/CBS, reduzindo a margem de lucro de 25% para 18% se não houver repasse ao consumidor final.
Além disso, a complexidade fiscal aumenta. O Regime de Tributação Simplificada (RTS) atual exige apenas o pagamento do II e do PIS/Cofins em guia única, mas com a Reforma, será necessário apurar CBS e IBS separadamente, o que demanda sistemas contábeis mais robustos. Para supermercados em Cuiabá que importam itens como vinhos ou queijos europeus, a falta de automação pode gerar erros de cálculo e multas da SEFAZ-MT.
- Fluxo de Caixa: O aumento de custos de importação pressiona o capital de giro, especialmente para distribuidoras que mantêm estoques elevados. Em Sinop, uma transportadora que importa pneus pode precisar de até 15% mais recursos para manter o mesmo volume de compras.
- Margem Líquida: Setores como farmácias e pet shops, que já operam com margens apertadas (média de 10% a 15%), podem ver a rentabilidade cair abaixo de 5%, inviabilizando negócios menores.
- Concorrência: Produtos nacionais ganham vantagem competitiva, forçando varejistas a renegociar com fornecedores locais ou buscar alternativas de importação de países com acordos tributários, como o Mercosul.
“A nota técnica da ABRAEC é um alerta para o setor produtivo. Sem ajustes no Imposto de Importação, a Reforma Tributária pode gerar aumento de carga para importadores, especialmente no regime simplificado, que é vital para pequenos empresários de Mato Grosso.” – Comunicado da ABRAEC, maio de 2025
Para clínicas veterinárias em Rondonópolis que importam medicamentos e equipamentos, o impacto pode ser duplo: aumento de custos e maior burocracia na emissão de notas fiscais, já que o IBS exigirá documentação separada para cada operação interestadual.
Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager
Diante desse cenário de incerteza tributária, a tecnologia é a principal aliada do empresário mato-grossense. O ERP Max Manager, da MAXDATA, oferece funcionalidades que automatizam a gestão fiscal e financeira, reduzindo riscos de erros e melhorando a margem de lucro.
- Atualização Fiscal Automática de Tributos: O sistema parametriza automaticamente as alíquotas de IBS, CBS e Imposto de Importação conforme as mudanças da Reforma Tributária. Para uma distribuidora em Sinop, isso significa que a nota fiscal de importação já sairá com os tributos corretos, evitando retificações e multas da SEFAZ-MT.
- Relatórios de DRE e Fluxo de Caixa Projetado: Com a DRE detalhada, o gestor de uma loja de autopeças em Cuiabá pode visualizar o impacto do aumento do II na margem líquida em tempo real, ajustando preços ou renegociando com fornecedores. O fluxo de caixa projetado ajuda a planejar compras de importados, evitando falta de capital de giro.
- [SPED Fiscal](/glossario/sped-fiscal) Simplificado: O Max Manager integra a apuração do IBS/CBS e do II no SPED Fiscal, reduzindo o tempo gasto com contabilidade e garantindo conformidade com a legislação. Para um supermercado em Várzea Grande, isso elimina a necessidade de planilhas manuais e cálculos complexos.
- Conciliação Integrada de Pix e Cartões no PDV Offline MaxBip: Para varejistas que operam em áreas com internet instável, como em regiões rurais de Rondonópolis, o PDV offline MaxBip registra vendas e concilia pagamentos automaticamente, integrando com o financeiro e o fiscal. Isso garante que o repasse de tributos como o IBS seja calculado corretamente, mesmo sem conexão.
Além disso, a MAXDATA oferece suporte presencial em Cuiabá para treinar equipes na parametrização fiscal, garantindo que sua empresa esteja preparada para as mudanças da Reforma Tributária. Com o ERP em Cuiabá, você tem acesso a atualizações em tempo real, evitando multas e otimizando a gestão.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Revisão das Alíquotas de Importação na Reforma Tributária
1. Como a revisão do Imposto de Importação afeta minha empresa em Mato Grosso?
Se sua empresa importa diretamente ou adquire de distribuidores que importam, a não revisão do II pode aumentar a carga tributária total em até 7%, reduzindo sua margem de lucro. Setores como autopeças, pet shops e farmácias são os mais impactados. Recomenda-se revisar contratos de compra e usar sistemas como o Max Manager para simular custos.
2. O que é o Regime de Tributação Simplificada (RTS) e como ele muda com a Reforma?
O RTS unifica tributos federais (II, PIS, Cofins) em uma alíquota única para pequenos importadores. Com a Reforma, a CBS e o IBS serão cobrados separadamente, exigindo apuração mensal mais complexa. A ABRAEC pede que o II seja incluído no RTS para evitar aumento de burocracia, mas enquanto isso não é aprovado, sistemas de gestão fiscal são essenciais para evitar erros.
3. Como o ERP Max Manager pode me ajudar a lidar com essas mudanças?
O Max Manager automatiza a parametrização de alíquotas de IBS, CBS e II, gera relatórios de DRE e fluxo de caixa para planejamento financeiro, e integra o SPED Fiscal para garantir conformidade. Além disso, o PDV offline MaxBip concilia pagamentos e calcula tributos automaticamente, mesmo sem internet. Isso reduz riscos de multas e melhora a margem de lucro.
Conclusão e Próximos Passos
A revisão das alíquotas de importação na Reforma Tributária é um

Deixe um comentário