‘Taxa das blusinhas’: governo volta a tributar compras internacionais de baixo valor em 2027, mas com imposto e alíquota diferentes

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O governo brasileiro confirmou que a tributação de compras internacionais de até US$ 50 retornará em 2027, mas não pela antiga “taxa das blusinhas”. A cobrança será feita via CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), novo imposto federal da reforma tributária, que substituirá o imposto de importação com alíquota ainda indefinida, estimada em 9,43%.

O Fato: A Nova Tributação de Importados a Partir de 2027

Em maio de 2025, o governo revogou a “taxa das blusinhas”, que desde agosto de 2024 cobrava 20% de imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50. A decisão foi motivada por rejeição popular (70% de reprovação em pesquisa interna) e ocorreu em meio à corrida eleitoral. Porém, a isenção será temporária: em 2027, a CBS passará a tributar essas mesmas compras, mas com uma lógica diferente.

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A CBS é o tributo federal que substituirá PIS, Cofins e IPI na reforma tributária. Diferentemente do imposto de importação, que incidia apenas sobre produtos estrangeiros, a CBS terá a mesma alíquota para bens nacionais e importados. O valor exato ainda não foi definido, mas a consultoria Roit estima 9,43% em 2027, com base nas exceções já aprovadas (carnes, medicamentos). Esse percentual pode variar conforme a alíquota do imposto seletivo (imposto do pecado), que será fixada pelo Congresso Nacional.

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Além da CBS, os estados continuarão cobrando ICMS sobre importações, com alíquotas entre 17% e 20%. De 2029 a 2032, haverá transição do ICMS e ISS para o IBS (imposto estadual/municipal), cuja alíquota conjunta com a CBS está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) apoia a medida, defendendo isonomia tributária entre produtos nacionais e importados, mas pede o restabelecimento também do imposto de importação.

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Em 2025, a “taxa das blusinhas” arrecadou R$ 5 bilhões para os cofres públicos, e nos quatro primeiros meses de 2026 já somava R$ 1,78 bilhão. A CBS, por sua vez, começará a ser cobrada em 2026 em fase de testes (com tributo destacado na nota fiscal) e terá alíquota cheia em 2027.

Variável Cenário Atual (2026) Cenário Projetado (2027)
Imposto sobre importados até US$ 50 Isento (revogação da taxa das blusinhas em maio/2025) CBS (alíquota estimada em 9,43%) + ICMS estadual (17% a 20%)
Alíquota do imposto de importação 0% (para compras até US$ 50) Substituído pela CBS (não haverá imposto de importação separado)
Base de cálculo Valor da mercadoria + frete + seguro Valor da mercadoria + frete + seguro + CBS (cálculo por dentro)
Carga tributária total estimada 17% a 20% (apenas ICMS estadual) 26,5% a 29,43% (CBS + ICMS + possível IBS futuro)
Impacto no preço final ao consumidor Menor, devido à isenção federal Maior, com aumento médio de 9,43% sobre o valor do produto
Arrecadação federal estimada R$ 5 bilhões em 2025 (com taxa); zero em 2026 (sem taxa) Estimativa de R$ 6-7 bilhões anuais com CBS

O impacto nos custos e no fluxo de caixa das empresas de Mato Grosso

Para empresas de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis e demais regiões de Mato Grosso, a volta da tributação de importados em 2027 terá efeitos diretos sobre custos, estoques e fluxo de caixa. O comércio varejista, especialmente lojas de roupas, calçados, eletrônicos e acessórios, que competem com plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, precisará se preparar para um novo ambiente de preços.

Custos de estoque: Com a CBS, produtos importados de baixo valor ficarão 9,43% mais caros (além do ICMS estadual). Isso reduzirá a vantagem competitiva das plataformas internacionais, mas também exigirá que o varejo local reajuste seus preços para manter margens. Empresas que importam diretamente para revenda (como lojas de Sinop e Rondonópolis, que atendem ao agronegócio) terão que recalcular o custo de aquisição, incluindo a CBS no momento da compra.

Fluxo de caixa: A CBS será cobrada no momento da internalização da mercadoria, ou seja, na entrada do produto no Brasil. Isso significa que o importador precisará desembolsar o tributo antes de vender o item, pressionando o capital de giro. Para indústrias de Mato Grosso que usam insumos importados (como componentes eletrônicos para montagem de máquinas agrícolas), o impacto será duplo: aumento de custo e necessidade de financiamento do tributo.

Vendas e concorrência: A isonomia tributária defendida pelo IDV pode beneficiar o comércio local, que hoje perde vendas para importados com preços até 40% menores. Porém, o consumidor final sentirá o aumento, o que pode reduzir o volume de compras. Empresas de Várzea Grande e Cuiabá, que dependem do consumo das classes C e D, devem se preparar para uma possível queda na demanda por produtos importados e um deslocamento para alternativas nacionais.

Meios de pagamento: Com a CBS, o custo total da operação aumenta, impactando também as taxas de cartão de crédito e parcelamento. Para empresas que vendem no crédito à vista ou parcelado, a margem líquida pode cair ainda mais. É essencial revisar políticas de desconto e prazos de pagamento.

Como a automação e o [ERP Max Manager](/sobre) blindam as empresas em cenários voláteis

Em um ambiente de mudanças tributárias constantes, como a transição para CBS e IBS, a automação de processos é a principal aliada das empresas de Mato Grosso para evitar perdas financeiras e manter a lucratividade. O ERP em Cuiabá Max Manager oferece soluções específicas para enfrentar a volatilidade econômica e fiscal.

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Controle de custos em tempo real: O Max Manager permite que o empresário veja o custo real de cada produto importado, incluindo CBS, ICMS, frete e taxas cambiais, no momento da entrada da nota fiscal. Isso evita erros de precificação e garante que a margem de lucro seja preservada, mesmo com alíquotas variáveis.

Redução de perdas de estoque: Com a CBS, produtos importados podem ter variação de preço conforme a alíquota final. O sistema de gestão de estoque do Max Manager calcula automaticamente o custo médio ponderado e ajusta os preços de venda sugeridos, evitando que a empresa venda com prejuízo. Além disso, a funcionalidade de inventário rotativo reduz perdas por vencimento ou obsolescência.

Conciliação automática e fluxo de caixa: Em cenários de alta tributação, o fluxo de caixa é crítico. O Max Manager integra vendas, contas a pagar (incluindo tributos) e recebíveis, gerando projeções diárias de saldo. A conciliação bancária automática identifica divergências de pagamento de CBS e ICMS, evitando multas por atraso ou pagamento a maior.

Automação fiscal: O sistema já está preparado para a reforma tributária, com emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) que destacam a CBS e o IBS conforme a legislação. Para empresas de Sinop e Rondonópolis, que operam com comércio e indústria, o Max Manager calcula automaticamente os créditos tributários (como o crédito presumido de ICMS) e otimiza a apuração de impostos.

Suporte presencial em Mato Grosso: Diferente de ERPs genéricos, o Max Manager oferece suporte presencial em Cuiabá, com consultores que entendem a realidade local – desde o agronegócio até o varejo de rua. Isso garante que as configurações fiscais estejam sempre atualizadas com as alíquotas estaduais e federais.

FAQ da Notícia

1. A “taxa das blusinhas” vai voltar em 2027?

Não exatamente. A taxa das blusinhas (imposto de importação de 20%) foi revogada em maio de 2025. Em 2027, a tributação voltará, mas por meio da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com alíquota estimada em 9,43%, além do ICMS estadual.

2. Como a CBS vai afetar o preço de produtos importados de até US$ 50?

O preço final subirá, pois a CBS será cobrada sobre o valor da mercadoria, frete e seguro. Com alíquota de 9,43% (estimada), um produto de US$ 50 (cerca de R$ 250) terá acréscimo de aproximadamente R$ 23,56 só de CBS, mais ICMS de 17% a 20%.

3. O que muda para o varejo de Mato Grosso com essa nova tributação?

O varejo local ganha competitividade, pois a diferença de carga tributária entre importados e nacionais diminui. Porém, as empresas precisarão recalcular custos, ajustar preços e gerenciar o fluxo de caixa para pagar a CBS na importação. Sistemas como o Max Manager automatizam esse processo.

Conclusão e Call to Action

A volta da tributação de importados em 2027, via CBS, representa um novo desafio para as empresas de Mato Grosso. Com alíquotas ainda indefinidas e a transição para o IBS, a automação fiscal e de gestão é a única forma de manter a lucratividade sem perder vendas. O ERP Max Manager, com suporte presencial em Cuiabá, oferece as ferramentas necessárias para calcular custos, controlar estoques e emitir notas fiscais em conformidade com a reforma tributária.

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